"Uma mão e pé direito no social democrático e um pé e mão esquerda no social liberal com uma cabeça ambidestra"
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Desenredo
Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
O olhar que assusta
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso
Mas quando eu chego
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
domingo, 8 de dezembro de 2013
Partido do Determinismo Eleitoral Brasileiro (PDEB)
Nos cinco últimos mandatos
presidenciais, tivemos dois estilos políticos no Brasil: o gerencial (PSDB) e
depois o messiânico e assistencialista (PT). O PSDB, representado por FHC, não enfatizou
o assistencialismo e o PT, representado por Lula, acelerou o assistencialismo e
mistificou a figura de líder salvador da pátria por ser pobre e semianalfabeto
(a cara do Brasil). Agora, só um partido ou uma figura pode parar com o PT.
Alguém entre o messiânico e o gerencial;
alguém entre o pobre e o rico; alguém entre o socialdemocrata e social liberal...
Alguém que não seja sociólogo ou
que tenha lecionado na Universidade de Paris?; alguém que aprendeu tudo só
escutando e que veio da pobreza extrema?; ou alguém que seja mulher e tenha
lutado contra a ditadura?
Nenhum desses; porém, um misto
disso tudo e mais o ineditismo promissor ou o determinismo promissor eleitoral dentro
da nossa democracia fragilizada pelo analfabetismo político: o de ser o primeiro
índio no poder máximo da República? Não. O de ser o primeiro deficiente no
poder máximo da República ? Não. O de ser o primeiro homossexual no poder
máximo da República ? Ainda não. O de ser o brasileiro mais rico do mundo no
poder máximo da República ? Não, Eike Batista “especulou-se” em
pedacinhos.
![]() |
"Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo" de Salvador Dalí |
E nós, brasileiros geopolíticos, observando o nascimento do presidente novo, ratificaremos nossa condição
determinista, a parte mais virulenta do status
quo, e, por conseguinte, quem sabe, pariremos mais um presidente
determinista-político: poliglota, juiz, pobre, rico, inteligente e – com mais uma
marca indelével do Determinismo Eleitoral Brasileiro – negro.
Em 2000 não sei quando, o “partido” de
Joaquim Barbosa: PDEB (Partido do Determinismo Eleitoral Brasileiro) cujo
principal slogan recomendo: “Vote com
a cabeça”.
Aliás, votamos com os olhos,
votamos com a cor da pele, votamos com o jeito de andar e se vestir, votamos
com o fígado (Raiva), votamos com o intestino grosso (Fazer merda), votamos com
o coração (Amor), votamos com as mãos, votamos (ou chutamos) com os pés...
Votamos com todas as partes do corpo; porém, não votamos – com a única parte do
corpo que deveríamos votar – com a cabeça.
Votar com a cabeça é privilegiar todas
as partes do corpo. Sem excluir ninguém: nem podre, nem rico; nem preto, nem
branco; nem homo, nem heterossexual, etc. Não podemos votar em alguém só por ser pobre. Só por ser negro. Só por ser gay. Ou seja, só por ser o primeiro... e o Brasil não ri por primeiro e nem por último.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
A Fome Como Método Interminável Dentro Da Gente
Por Marco Gemaque
Para Drummond (As sem-razões do amor),
João Cabral de Melo Neto (Os Três Mal-Amados),
Lília Diniz (SEM DÓ, NEM PIEDADE)
e Marcos Tavares (ANDRO CÉU).
Ou se morre
De fome, ou se morre
De amor, ou de fome de amor.
Porém, perigosamente o mais, o mais
Gostoso.....dos amores de morte: a paixão
-de uma fome reincidente:..........todo desejo
A fome que é prima....da....morte...e...da vida
E da morte pecadora. Ainda que a neguemos,
O desejo continua, nua e crua, a cada...instante
-De gula ou de paixão; De amor....ou...de fome
Se vive, se morre,......se mata pela
boca(...)
Pois, a volúpia é um desejo de morte:...
Tudo que é sólido Tudo que é se
dissolve
e queima como um fogo corre
como um rio em sangue
com um cocheiro
sem ouvidos
sem olfato
sem visão
sem fala.
Ou se morre
de g u l a;
ou se morre
de amor,
a p a i x ã o
me espremeu
em finas fatias
pra gula cortante
de meus olhos
eretos: voo águia ...
fá-lo ereto de rapina.
D e s e j o enfurecido
De viver a dor da fome
que comeu meu nome,
minha identidade,
minha vontade,
e meu ser.
Bon Apetit !
2ª Menção Honrosa no XXXVI Concurso Literário Felippe D’Oliveira, promovido pela Prefeitura
de Santa Maria através da Secretaria de Município da Cultura na edição de 2013.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O Lado Bom da Vida
Por Marco Gemaque
O filme se passa na era do iPod e notebook com memória flash, quero dizer, a nossa era; porém Pat e Tiffany se comunicam, e se apaixonam, com a nossa antiga e velha e romântica carta, escrita em um computador, ainda assim é carta.
Eis a grande sacada do filme ou sua subjacência morfológica, refletida na confusão, bem bolada e original, da música escolhida para a competição: um pot-pourri - cuja mensagem quer dizer que somos todos normais num mundo ensandecido - e há espaços para todos: para o Latin soul de Don't You Worry 'bout A Thing (Stevie Wonder), para o Garage punk de Fell in Love with a Girl do The White Stripes, para o Jazz de Maria do The Dave Brubeck Quartet, para os passos de Fred Aster, da Valsa, do Rock and Roll, do Mambo, Rip Rop, samba, etc. E de uma nova forma de dança: Tiffany fazendo de Pat uma barra de Pole Dance. Moral da história, o Lado Bom Da Vida ou o Guia Para Um Final Feliz, é misturar tudo isso.
Não poderia esquecer de Ernest Hemingway, que foi jogado janela afora, ou contrariá-lo-ei: “Se as duas pessoas se amam uma a outra, pode sim haver final feliz”.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Caetano Veloso - Chega de saudade (HQ)
By Marco Gemaque
Se há um estilo que desafia o incerto, é o Jazz. Tom Jobim disse certa vez que nunca tocou Garota de Ipanema igual, sempre enveredou para outras notas e notas ... Nascendo até outras músicas. Então, como definir o jazz: "o desafio reincidente da incerteza ou um desejo reincidente de fazer arte". Outrossim, deve ser por isso que os pais do Jazz brasileiro nunca paravam com mulher ou, conforme disse Vinícios de Moraes, que seja eterno enquanto duro: o amor ou o Jazz (Bossa Nova)
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